Todas as situações podem constituir oportunidades, as circunstâncias questionam opções ou fazem repensar prioridades e com isso moldam-se trajetos de vida…
Os meios que divulgam e enleiam a rede de informação e a vertiginosa mediatização da realidade vão tornando o mundo cada vez mais global, Portugal demasiado pequeno face a arreigados hábitos e cultura.
Também é certo que a história vai seguindo um rumo inabalável, que é bem mais fácil explicar no decurso dos acontecimentos ou após a sucessão de factos acumulados…
Mas todo este desabafo/floreado vem a propósito do momento mais efervescente que assola o Benfica.
Para gaudio de tão polarizada sociedade, dos múltiplos programas de desporto e crescente número de comentadores, são muitas e diversas as opiniões, enviesadas declarações ou protagonismos exacerbados como é com qualquer assunto ou situação mais inusitada…
E neste tipo de enquadramento, 2 ou 3 derrotas consecutivas do Benfica é logo motivo de conversa e quanto mais ávida for a audiência mais se desenvolvem teorias da conspiração. A isto ainda juntaram as acaloradas conversas de rua que o Laje travou com um grupo de adeptos, que tão preocupados, logo quiseram partilhar, qual contribuição para a desejada terapia comunitária.
Independentemente do caráter de cada um, que atire a primeira pedra quem nunca proferiu aqueles termos ou se expôs daquela maneira mais inflamada...
Uma coisa vem ao de cima, a modéstia e o amor pelo clube, o que não quer dizer que vá ser o suficiente para agregar o grupo de trabalho e os jogadores que vão entrar dentro do campo para ganhar os jogos e dar a volta por cima…
E afinal, bastava tão pouco, para não alongar com aspetos técnicos ou gestão de plantel, que no último minuto contra o Barcelona, na última falta, em vez do Di Maria chutar a bola para dentro da área em busca do golo da vitória, ter jogado em posse, com a equipa mais posicionada, porque o arbitro apitaria logo de seguida e o empate teria garantido desde logo o apuramento para a fase seguinte da liga dos campeões…Chegados aqui, só me resta dizer ao Lage que, com a sua personalidade e saber acumulados, mesmo que não seja o suficiente, pois existem muitas variáveis, além do apoio/ajuda dos jogadores e da estrutura, que esta é a melhor forma de encarar a vida, com amor e autenticidade, só assim, que dera que fosse em conjunto, se alcança a gloria do clube ou da vida!