terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Não somos onze, somos um!

Todas as situações podem constituir oportunidades, as circunstâncias questionam opções ou fazem repensar prioridades e com isso moldam-se trajetos de vida… 

Os meios que divulgam e enleiam a rede de informação e a vertiginosa mediatização da realidade vão tornando o mundo cada vez mais global, Portugal demasiado pequeno face a arreigados hábitos e cultura.

Também é certo que a história vai seguindo um rumo inabalável, que é bem mais fácil explicar no decurso dos acontecimentos ou após a sucessão de factos acumulados…

Mas todo este desabafo/floreado vem a propósito do momento mais efervescente que assola o Benfica. 

Para gaudio de tão polarizada sociedade, dos múltiplos programas de desporto e crescente número de comentadores, são muitas e diversas as opiniões, enviesadas declarações ou protagonismos exacerbados como é com qualquer assunto ou situação mais inusitada…

E neste tipo de enquadramento, 2 ou 3 derrotas consecutivas do Benfica é logo motivo de conversa e quanto mais ávida for a audiência mais se desenvolvem teorias da conspiração. A isto ainda juntaram as acaloradas conversas de rua que o Laje travou com um grupo de adeptos, que tão preocupados, logo quiseram partilhar, qual contribuição para a desejada terapia comunitária.

Independentemente do caráter de cada um, que atire a primeira pedra quem nunca proferiu aqueles termos ou se expôs daquela maneira mais inflamada...

Uma coisa vem ao de cima,  a modéstia e o amor pelo clube, o que não quer dizer que vá ser o suficiente para agregar o grupo de trabalho e os jogadores que vão entrar dentro do campo para ganhar os jogos e dar a volta por cima…

E afinal, bastava tão pouco, para não alongar com aspetos técnicos ou gestão de plantel, que no último minuto contra o Barcelona, na última falta, em vez do Di Maria chutar a bola para dentro da área em busca do golo da vitória, ter jogado em posse, com a equipa mais posicionada, porque o arbitro apitaria logo de seguida e o empate teria garantido desde logo o apuramento para a fase seguinte da liga dos campeões…

Chegados aqui, só me resta dizer ao Lage que, com a sua personalidade e saber acumulados, mesmo que não seja o suficiente, pois existem muitas variáveis, além do apoio/ajuda dos jogadores e da estrutura, que esta é a melhor forma de encarar a vida, com amor e autenticidade, só assim, que dera que fosse em conjunto, se alcança a gloria do clube ou da vida!

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Ser benfiquista é... voar mais alto!

Só quem abre o peito ao amor, se dispõe a vogar ao sabor das emoções e a passar além da dor, pode almejar chegar longe, da mesma forma que só os mares, cobertos de perigos e abismos sabem espelhar a beleza do céu!

O Benfica, está numa fase de tormentas, para a imensa e impaciente massa adepta, cada vez mais vulnerável  ao ritmo do quotidiano, já não basta ganhar um troféu a cada temporada, têm que ser dominantes em todas as épocas, sufocar e desmerecer os adversários, praticar bom futebol e totalizar por vitórias todos os jogos.
Mas em todas as relações, um faz o outro, os adeptos galvanizam as equipas e os jogadores unem-se em prol dum objetivo comum, a conexão forte é o que resulta do sucesso versus a expetativa criada!

“Ser Benfiquista é… ter na alma a chama imensa que nos conquista e ilumina intensamente…". Estas palavras revelam a paixão e a crença que o Benfica seja uma fonte de luz e energia, uma inspiração sobre/para a vida!

Ao atual representante, Rui Costa, ninguém pode apontar falta de afeição e lealdade a favor do seu desenvolvimento e grandiosidade.
"Acredito que, com a união de todos, podemos chegar ao fim (da temporada) com sucesso... é fundamental olharmos para o futuro e para aquilo que podemos fazer para (re)conquistar o 39…”

Assim, só nos resta confiar no novo timoneiro, Bruno Laje, que também traz, para além do amor apregoado pelo antecessor um sentimento intenso de afeto e orgulho por representar este clube.
“Eu quero o futebol que os adeptos gostam de ver, e que já viram durante largos anos, e não foi só comigo, um futebol ofensivo, dinâmico, divertido e, fundamentalmente, um futebol que puxe pela bancada”.

Por tudo isto, o que tentei  transmitir ou não soube explicar faço minhas todas as palavras!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

O desempenho coletivo é > que a + individual

É cada vez maior o escrutínio do futebol, juízos sobre equipas e jogadores, comentários incisivos sobre decisões técnicas, análises detalhadas sobre cada partida. Na verdade, todos temos opinião sobre os titulares, a tática desenvolvida ou o desenrolar dos lances que constituem um jogo de futebol.

Assim é com Roger Schmidt, aclamado desde logo, pelo amor declarado ao Benfica, amiúde criticado pelos resultados desfavoráveis, mescla de mestria ou incapacidade. "Não importa o que faço, vou ser sempre criticado, porque sou treinador do Benfica…”

SLB 2:1 Toulouse | SLB 6:1 Vizela
Mas como o futebol não é matemática, nunca existem lances iguais nem as vitórias assentam em estatística, todas as visões minuciosas ou antevisões iluminadas esbatem na realidade. Demos como exemplo os últimos encontros do Benfica, com o Toulouse e Vizela, duas equipas acessíveis, para as quais se alinharam onzes diferentes, pois segundo o treinador: “Precisamos de todos, temos de cuidar deles e dar as oportunidades certas para que alguns possam descansar. Mostrámos um futebol de alto nível, mesmo mudando vários jogadores. Estou muito feliz."

Ou seja, o resultado final não é alcançado porque se alteram jogadores, alteram posições ou esquemas táticos, é a soma da qualidade e motivação, da diligência coletiva ou ação individual, do calor humano que vem dos adeptos (da bancada), qual sincronismo entre a ambição da equipa e o querer comum!

E ainda bem que é assim para ressalva da humanidade e excelência da emoção!