segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Nova temporada, esperança renovada!

Começada mais uma época 2026/2027, atípica na entrada em competição, com a disputa das eliminatórias da Liga Europa, com um plantel incompleto e instável, a única certeza é o amor maior pelo Benfica e a qualificação e a ambição do treinador Marco Silva. É sempre assim até ao fecho do mercado de verão, mas cada vez mais os jogadores andam a transitar na volátil carreira, ao sabor da sorte e da fugacidade da vida, num paradigma a que as equipas tem que saber ajustar-se.

Nesta medida é incerto saber quem vai sair e os reforços mas acima de tudo quem é que vai afirmar-se, os jogadores revelação que irão ter oportunidade e os que irão realmente aproveitar para singrar. Insere-se nesta temática a subida a titular do Samuel por opção do treinador e as saídas do António, mais pela inaptidão, do Dedic, pelo lado financeiro e o empréstimo do Ivanovic, por falta de gestão, que no seu todo entroncam no mesmo, a equipa não ter sido vencedora…

As entradas mais sonantes foram o Lenglet, entrou de pedra e cal e é um jogador experiente e ainda mais rápido que o preponderante Otamendi, pelo menos dentro do campo. Kaminsky, ainda não mostrou a destreza e a consistência que prometia. Durán é um jogador com muita capacidade que tem vindo a conquistar o seu espaço perante a maior eficácia do Pavlidis. Alessandro, é um central de futuro que com o tempo será uma mais valia (foi uma das revelações do Mundial) perante a exigência das competições, apesar de tirar espaço ao Manu. Nesta altura ainda é uma incógnita a vinda do Palhinha para assumir o comando do meio campo, uma vez que Barrenechea, apesar de ter qualidade peca por não ser muito resoluto.

Claro que as subidas de forma e as exibições tem a ver com a qualidade / oportunidades que tem para mostrar o valor versus as conquistas coletivas, para além de outras condicionantes, mas também assentam na premissa de uma continuidade, como é o exemplo do Prestiani, um filão, do Sudakov que tem tido tempo para apurar o seu valor, o Rafa que já tem o traquejo, o Aursnes, o Dahl e o Araújo quem tem vindo num crescendo de confiança, o Schjelderup, ainda num impasse, também pode consolidar o seu papel, e talvez o Rios e o Barreiros. Na expetativa estão ainda as pérolas Banjaqui, Neto e Anisio.

Em resumo, todo o plantel está sempre dependente dos resultados, mas está a ser um início de temporada prometedor, tirando o jogo inicial na Suiça, os resultados e as exibições tem vindo em crescendo e denotam a liderança e a qualidade técnica do treinador e a determinação que quer imprimir neste clube e na projeção da sua carreira, assim seja, que consiga prosseguir os seus intentos, que faça a melhor gestão dos recursos, que eleve de novo o Benfica a patamares de excelência e que no final da época todos possamos festejar, pelo menos, uma vitória!


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Rescaldos e ambições!

Terminada mais uma época de futebol, que a desportiva ainda vai prolongar-se por mais algum tempo, sejam algumas modalidades ou o Mundial, espetáculo garantido pela globalidade das nações numa competitiva emotividade, e quase sempre motivo para desviar as atenções de outras leviandades ou desmazelos sociais…

Portugal, por maioria de razões é um dos favoritos, pela qualidade e moral dos jogadores, pela vontade e maturação popular, assim se escreva um novo feito épico em terras americanas…

Quanto ao Benfica, houve uma linha ténue que separou a Liga dos campeões direta e as morosas eliminatórias da Liga Europa, desfecho que não dependeu só do desempenho e vontade da equipa porque, tal como o timoneiro disse no final, os jogadores aguentaram-se de pé, não esmoreceram com os desaires nem com os adversos comentários…

Se pensarmos nos primeiros jogos, adaptação do novo técnico, logo no começo, na sofrida mas abnegada partida diante do rotativo Porto, em que soubemos resistir e afirmar uma identidade que fomos consubstanciando no desenrolar da época. Nem mesmo os jogos em Inglaterra impediram de lutar por um lugar europeu nos 1/8 final, conseguido com orgulho e memória contra o Real Madrid.

Todos sabemos que José Mourinho nunca deslumbrou pelo seu futebol, antes pela consistência e pragmatismo que evidencia no grupo, pela cumplicidade com os jogadores, para que estes, envolvidos, consigam conquistar objetivos. Na comunicação, alia a extravagância com a humildade, a sapiência e astúcia com a cordialidade, é dos poucos que, do alto do seu currículo, consegue falar descomplexado sobre todos os clubes, chamar os rivais pelos nomes, explanar as suas ideias positivas sobre o futebol em geral…

Se não é perfeito, se empatámos muitas vezes por falta de algum desembaraço ou falta de acerto, talvez também possamos dividir a culpa pelos jogadores e quem sabe pelo ruido de alguns adeptos que não sabem viver com prudência nem harmonia com a lei da vida…

Saem alguns jogadores que nos enchem de orgulho (obrigado Otamendi), depositamos esperança noutros, novos que conhecem e representam a realidade do Benfica (António, Rego, Neto, Banjaqui, Anísio…), temos o filão Prestiani…, a espinha dorsal do Aursnes, Araújo, Dedic, Schjelderup, e desejamos a confirmação do Rios, Dahl, Turbin, Sudakov, Ivanovic… 

Um especial obrigado ao José Mourinho pela disponibilidade e dedicação demonstradas ao serviço do Benfica, ainda não foi desta que fizeram as pazes com o destino!

Claro que a explicação para o insucesso é muito complexa, que em alguma medida também se deve ao mérito do sucesso dos outros, nesta comunhão que é o mundo do futebol, um turbilhão de emoções que vai fluindo ao longo dum ano e não só dentro dos relvados.

Mesmo assim, se fizermos uma resenha aos últimos 10 anos, no que concerne apenas ao palmarés do futebol, o Benfica tem 4 campeonatos, tal como Porto e 3 o Sporting, já na Taça temos apenas 1 vitória... e o Porto, que reclama os mesmos ou mais títulos (ironiza com a taça Latina), na iminência de passar o Benfica, tem 24 que resultaram apenas da vitória num único jogo da supertaça! 

ÉPOCAS

LIGAS

TAÇA P

SUPERTAÇA

TAÇA L

2015–16

Benfica

Braga (2)

Sporting (8)

Benfica 7

2016–17

Benfica (36)

Benfica (26)

Benfica (6)

Moreirense

2017–18

Porto (28)

D. Aves

Benfica (7)

Sporting

2018–19

Benfica (37)

Sporting (17)

FC Porto (21)

Sporting 2

2019–20

Porto (29)

Porto (17)

Benfica (8)

SC Braga 2

2020–21

Sporting (19)

Braga (3)

FC Porto (22)

Sporting 3

2021–22

Porto (30)

Porto (18)

Sporting (9)

Sporting 4

2022–23

Benfica (38)

Porto (19)

FC Porto (23)

FC Porto

2023–24

Sporting (20)

Porto (20)

Benfica (9)

SC Braga 3

2024–25

Sporting (21)

Sporting (18)

FC Porto (24)

Benfica 8

2025–26

Porto (31)

Torreense

Benfica (10)

V. Guimarães


Para além disso, cada vez mais somos confrontados com
um rol de comentadores e as múltiplas opiniões, em tantos canais e meios de divulgação surgem conceituados especialistas a tentar explicar e compreender este fenómeno, quase nunca sobre a estratégia ou a bola que rola, mas quase sempre iluminados na sua dissertação…

E é neste mediatismo cada vez mais intenso que se vai diluindo a beleza do futebol, nas cíclicas imagens revistas em câmara lenta, no sofrimento duma derrota que não podia ter acontecido porque vai adensar ainda mais a fragilidade e a tristeza do quotidiano…

É evidente que a assertividade e a clareza da comunicação é muito importante e o Rui Costa ficou muito aquém, pelo seu discurso e oportunidade, ao contrário da sua intuição e experiência no departamento de futebol, mas também não vemos essa proeminência nos presidentes de outros clubes, que são cada vez menos associações, mas com a longevidade dos treinadores, com avultados investimentos, até vão ganhando alguns troféus…

Nesta altura, por todas as razões, o Marco Silva é o treinador ideal, pela sua experiência e pelo crédito que tem perante os adeptos, pelo seu percurso e ambição, pela qualidade e resultados que se pretendem no futebol.

Noutras circunstâncias, servia qualquer outro, com boas ideias, entusiasmo e alguma identidade com o clube poderia trazer a energia que o Benfica precisa, mas nunca haveremos de saber, seja qual for o cenário, só com o desenrolar de uma nova temporada, é que a história se irá delineando, assim estejamos, todos os adeptos, dispostos a participar dos acontecimentos e a fazer parte desta feliz obsessão…

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Benfiquista de alma!

Passada esta magnânima manifestação de Benfica, da qual fui co-recordista mundial, do emotivo momento que constituiu o exercício do direito de associado, conheceram-se os resultados, como em tantas madrugadas cotejadas pela rotina, dos órgãos sociais eleitos, que haviam de pertencer e dar continuidade a uma só Lista!
Ou seja, acabou por prevalecer a estabilidade e a paixão que é transmitida pelo Rui Costa e a fé no atual projeto, numa fase em que o Mourinho está a trazer uma energia renovada, a ser muito mais que um treinador, os associados optaram pela expetativa ao invés do desconhecido, ou foi o Noronha que não soube passar a confiança! 

“Não sou benfiquista de coração porque um dia pára, mas de alma porque é eterna”

Para mim era de experimentar e dar um voto de dúvida a outra maneira e estilo de liderança, e nem sequer tem a ver com o resultado na Luz com o Casa Pia, que pôs a descoberto o fio de jogo e o inexistente imperativo coletivo que ajuda à consistência e consagração.

Mas agora é altura de união, começar de novo, de olhar em frente, mesmo que, para todos serem um, sejam importantes as vitórias - E pluribus unum!