sábado, 1 de outubro de 2011

Mais um passo... o mesmo Saviola!

Benfica 4:1 Paços Ferreira

Depois da noite em Bucareste, a semana deu meia volta, o Setembro apressou a cerimónia de despedida, apesar do alto patrocínio solar manter a temperatura em ponto de ebulição… já algumas folhas amareladas aproveitavam a brisa suave para se sacrificarem pela causa do Outono…


Continuaram as manobras desportivas, bolas diversas em tamanho, horários alongados depois da azáfama laboral, missa para rezar pela alma do progenitor, a acostumada romaria por uma felicidade que parece estar sempre a fugir…
Então chegou o Outubro com promessas de encanto, pelo menos no efémero fim de semana, com os dois primeiros dias que bem poderiam ser do alto do Verão…

Sábado de manhã subimos ao alto da colina, aos pés do Cristo Rei, onde o pequeno começava uma nova aventura desportiva, integrado numa pretensa geração de futebolistas, crianças que preenchiam o relvado, num palco iluminado pelo sol...
O campo afigura-se como um Miradouro de vistas cumpridas sobre o estuário do tejo e sobre o futuro dos filhos, e Deus ali ao lado, presente nos olhares mais curtos e na enérgica prestação dos gaiatos…

A tarde estorricava o tempo, e aproveitámos o resguardo caseiro para acompanhar os trabalhos escolares, aguardando pela mansidão da noite… momento ornamentado pela esguia lua, avistada numa curta incursão pela rua…
Finalmente, depois da janta repousada, levei o café e digestivo para junto da televisão e da tranquilidade do quarto, levando também a esperança de mais uma vitória e a possibilidade de assistir a bom futebol…

O Matic entrava diretamente para o onze, jogavam os três velhos amigos na frente com o Aimar, Saviola e Cardozo na senda dos golos, o Bruno tinha preferência, de resto, o era acostumado guardião Artur, o habitual quarteto defensivo e o Gaitan, como cabeça de cartaz…

Depois dum jogo europeu, em que os niveis de concentração e entrega são levados ao extremo é natural que haja alguma descompressão física e desleixo mental, e o jogo começou numa toada lenta, com os jogadores do Paços muito solidários, apesar das multiplas baixas e demasiada inexperiência…

Um dos mais cotados e resistente do plantel era o da baliza, por isso o Benfica não teve que acelerar muito para demonstrar superioridade e chegar ao golo… mesmo assim, o povoamento excessivo na defesa pacense ia dificultando a acção atacante dos encarnados, a rapidez de execução também não ajudava e o golo só veio a acontecer depois de vinte minutos jogados…

Mas era a noite do Saviola, do seu reencontro com a magia do espectáculo, este começava a reunir condições para andar contente consigo mesmo e perante os adeptos, e ainda antes do intervalo tornou a fazer o gosto ao pé, com um remate de primeira, na diagonal, ao seu geito, sempre na zona do segundo poste…

Outras tantas oportunidades ficaram por marcar, por ele, pelo Cardozo, outras se seguiram logo após o reatamento, mas por inércia atacante ou mérito do Cassio, o resultado que se antevinha folgado passou por um periodo conturbado, com uma jogada de insistência que resultou em penalidade… Depois da redução da vantagem e crescente empolgamento forasteiro, seguiu-se mais uma jogada de iminente golo, e mais uma vez, passámos a ficar dominados pela incerteza de que é fertil um jogo de futebol…

Mas isto despertou a equipa, que correu mais um pouco atrás de um resultado mais descansado, e foi através duma cabeçada do Luisão, que ampliamos a diferença e confiança sobre qualquer desfecho menos apropriado…

O Jesus fez entrar o Nolito e o Witsel, mais tarde o Rodrigo, para dar folga aos primeiros intervenientes e o pragmatismo mirabolante do espanhol ainda contribui para mais um golo, algumas jogadas bem gizadas e de excelente recorte técnico, mas a vitória estava bem segura, e este não era jogo para mais proezas nem motivo para uma maior aplicação…

E foi assim, com alguma naturalidade, a boa disposição dos adeptos, o contentamento geral, que o serão de Sábado se tornou febril, ficando nós agora à espera do bom desempenho lusitano contra as congéneres europeias, pois é preciso demonstrar o nosso temperamento, quanto mais não seja na afirmação do futebol...

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