sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Batalha naval... ganha à chuva!

Naval 0:1 Benfica (Taça Portugal: 4ª Eliminatória)

Mesmo que o espirito guerreiro e a escuridão minhotas nos empurassem para as trincheiras, aguentamos o suficiente para continuar no topo da classificação...

Para mais o começo da semana instigou confiança com raios de sol, muito embora a chuva que nos estava reservada... O S. Martinho parecia ter perdido influência, o tempo de Verão estava esgotado, mas apesar dos constantes aguaceiros, o calor resistiu, quente o suficiente para aquecer a humanidade...

Antes, a canseira do futebol, travessias de ponte, cumplicidades com o Cristo Rei que me ilumina nas horas tardias de regresso, tudo por um esforço que tonifica a alma...

Depois, tudo preparado para a chegada do soldado Martinho, até a lua apareceu, cheia e deslumbrante no ocaso vespertino mas o encanto que durou até à manhã do encontro com o mendigo, não impediu a chuva de descer à cidade, sem convite, para junto das folhas amarelecidas que revestiam o chão...

Mas num volte face surpreendente, eis que o sol rasgou os céus e enviou os seus radiosos tentaculos para abençoar o gesto solidário do Martinho, e não mais caiu pinga sobre a terra até ao cair da noite, até que findassem as festas em sua homenagem, com castanhas e muito vinho...

A noite trazia a alegria doutro final de semana, um dia que em que assembleia aprovou a sentença (orçamento) de mortificação duma geração, que não do seu estofo e heroicidade para lutar pelas adversidades, garra bem patente no jogo lusitano da Bosnia, onde a bravura dos portugueses conseguiu aniquilar a frieza e a raiva balcã, e reuniu condições para chegar ao 5º/6 Europeu consecutivo...

O Sábado acordou cinzento aguado, mas a chuva não pintou a manhã de futebol, nem a tarde de basquetebol, nem tão pouco o entardecer de magusto tradicional e convivio familiar no reduto habitual... até a lua foi espreitar e acompanhando-nos na viagem de regresso a cidade...

O Domingo foi de aguaceiros, apesar da manhã no Forum, divididos entre cinema e compras, a tarde foi de recolher obrigatorio, entregues a ázafama do colorido de natal, figuras dispostas com solenidade, amor espalhado pelo ar e luzes cintilantes a dar brilho ao espirito da santa natividade...

E a semana iniciou mais uma volta, no centro de Novembro, com a instabilidade metereologica a fazer-se sentir, aguaceiros fortes com raios de sol à mistura, que foram domando a temperatura e os ânimos…

Portugal jogou a sua cartada, com o baralho todo em cima da mesa, os trunfos eram muitos, jogamos carregados de ases da bola, fizemos cartadas de golos de se tirar a cartola, emoção profunda em sintonia pela amargurada nação, com a figura de proa CR a catapultar-nos para a moralização...

O meio da semana trouxe a acalmia, a ausência de precepitação não libertava as nuvens de picar cartão, e a noite trouxe mais uma jornada da liga de amigos do futsal, desbravando Monsanto, inspirando esfriado da noite, espreitando as luzes da cidade...

Depois a semana foi atracando mais uma folga, no cais doutro fim-de-semana de Novembro, ao sol tímido voltou a seguir-se o arrojo das nuvens e o pranto chuvoso estava a nossa espera, quando saimos a porta para entrar pelo ancouradouro adentro, ao encontro do descanso...

Noutro porto, na figueira, tinha atracado a frota do Jesus para mais uma batalha, uma eliminatoria da clássica taça, que vai iluminando este pais, que parece destinado a fazer sobressair as belas paisagens para lá do desafortunio e da ilusão das grandes cidades... mas esta noites diluvianas que nos apressam a preparar o inverno, também não são boas conselheiras para descrever o estado da nação…

E foi com a chuva constante e acentuada que o jogo teve inicio, no conforto da sala em ambiente familiar, subscrita a SportTv, por mais um mês, que o Vermelho garrido voltou aos verdejantes relvados, papoilas saltitantes e azedas disputavam, naquele campo molhado, um lugar ao sol…

Como era de prever, a equipa encarnada tinha muitas alterações, desde logo na baliza, o grande Eduardo, na zona defensiva, as torres mais altas eram ladeados pelo Miguel e CapedeVila, com o bastião Javi, no meio da batalha, o general Aimar era acompanhado dos competentes Amorim, Nolito e mais à frente os soldados destemidos Mora e Nelson queriam por tudo fazer parte de mais este capitulo de história…

Depressa o jogo seguro e corrido do Benfica, a posse de bola do Aimar, se viram atraiçoadas pela água da chuva que encharcava a relva, e o futebol foi ficando cada vez menos dependente do primor técnico, qualquer jogada mais organizada ou estratégias táticas previamente deliniadas…

O Nolito e o Amorim esforçavam nas alas por levar a bola por diante, o Nelson lutava arduamente nas imeadiações da grande área, o Mora tentava dar nas vistas, o Aimar tentava conciliar a sua magia com a imprevisibilidade mas o Naval ia adiando a festa do golo, segurando o resultado, tendo a chuva como aliado…

Por volta da hora de jogo, golos zero, chuva mil, entrou o Bruno para o lugar do Aimar, foi o Amorim para o miolo, mas quando entrámos para a ultima dezena de minutos, à beira do prolongamento, o golo teimava em não aparecer… Foi então que o Jesus fez entrar a arma secreta, Rodrigo, ao mesmo tempo do Simão, para renderem Mora e Miguel e passados poucos minutos, bem no meio da área, povoada de jogadores, apareceu o pontapé perdido e teleguiado do Rodrigo bem para o fundo das redes…

Foi uma alegria enorme, para quem festejava já a passagem de mais uma eliminatória e um balde de água fria para que tinha conseguido o prolongado jejum e começava a acreditar noutro desfecho…
Mas o Benfica mereceu justamente, foi a equipa que mais lutou com um futebol ofensivo e adaptado às condições do terreno, quis ganhar o jogo, mesmo que fazendo jus à sua supremacia, pois neste tipo de jogos nem sempre é facil demosntrar a superioridade, existe um maior nivelamento na qualidade dos jogadores e vem ao de cima o espírito guerreiro e competitivo duma equipa…

Agora estamos já a pensar em Old Traford, onde vamos disputar a liderança, ter mais uma oportunidade para ponto de Encontro, vai ser um jogo que exige querer e mentalidade, mas esperamos que a união, a confiança e competência sejam suficientes para o Benfica continuar a carregar a chama cintilante do sonho…

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